segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Há muita curiosidade, por parte das pessoas que conhecem há pouco tempo a cidade de Jardim, em saber como era antes da fundação, por que recebeu esse nome e outras indagações ligadas à história.A fazenda Jardim, da qual se originou o nome da nossa cidade, era a soma do que hoje são as cidades de Guia Lopes da Laguna e Jardim. Ainda hoje existe a Fazenda Jardim, nas terras do município de Guia Lopes, na estrada que liga aquela cidade a Bonito. Do lado esquerdo do rio Miranda ficava a sede da fazenda e do lado de cá, o direito, ficava o retiro. Aqui, ficavam as mangueiras com o gado, a casa dos peões, o depósito onde era colocada a alimentação, entre outras coisas, no mesmo local onde fica a fazenda da família do saudoso benemérito Sr. Oswaldo Fernandes Monteiro. Que recebeu, depois de formada como nova sede de fazenda, o nome de FAZENDA JARDIM. Porque a original foi transformada em duas.Na época da guerra contra o Paraguai (1870), o nome do proprietário da fazenda era José Francisco Lopes e o seu apelido Guia Lopes, porque ele serviu como guia para os brasileiros que aqui vieram para lutar. Daí, o nome da cidade vizinha, que primeiro foi denominada PATRIMÔNIO GUIA LOPES. Patrimônio significa que o povo brasileiro reconheceu o que esse grande homem fez por ele (o povo) e pelas gerações futuras. Significa “Herança do guia Lopes”, monumento. Um memorial, uma homenagem eterna.Sessenta e nove anos depois (1939), veio acampar do lado esquerdo do rio Miranda o 4º batalhão de Sapadores, cuja sede era na cidade de Aquidauana, com o objetivo de melhorar a estrada que ligava esse município ao de Bela Vista. Em seguida, esse batalhão foi transformado em 4º. Batalhão Rodoviário e mais tarde em C.E. R-3 (Comissão de Estradas de Rodagem nº. 3), até ser extinta. Foi essa comissão que deu origem à nossa cidade. No lugar dela veio a 4ª Companhia de Engenharia e Combate Mecanizado, que permanece conosco.Nossa cidade tem um privilégio sobre as demais que ficam em derredor e talvez das outras do Estado, ela nasceu de uma ata. Teve um dia dedicado para que as pessoas da época se reunissem e decidissem se iam mesmo fundar uma vila ou não.A pessoa que teve a idéia foi o major Alberto Rodrigues da Costa, que era o chefe da extinta C.E.R-3. Diga-se que essa comissão era chefiada por militares, mas, o seu maior efetivo era de civis. No dia 14 de maio de 1946 (setenta e seis anos depois da Retirada da Laguna) foi lavrada uma ata de fundação da Vila Jardim.Essa história eu OUVI, estava aqui na época, contudo, tinha apenas sete anos de idade. Meu pai, um autodidata, esteve aqui em 1933, 1939 e em 1946, escreveu tudo isso no seu diário.Toda a história de Jardim está registrada no meu livro “JARDIM – A HISTÓRIA DE UMA CIDADE”.

sábado, 22 de agosto de 2009

O INÍCIO DE TUDO

Quem procurar no livro dos Municípios (ou ler o meu livro) deve verificar que são muitos os fundadores da cidade de Jardim. O primeiro é o Major Alberto Rodrigues da Costa e os outros são servidores da unidade civil-militar conhecida como C.E.R-3.Porque levavam uma vida quase medieval, sem comunicações com o mundo civilizado, resolveram fundar uma vila para que melhorassem as condições de vida de suas famílias. Havia falta de tudo: alimentos industrializados, roupas, tecidos, gêneros de primeira necessidade. Morando em casebres de pau-a-pique, sujeitos às doenças e intempéries. O que tinham era conseguido no Patrimônio Guia Lopes, a atual cidade vizinha Guia Lopes da Laguna. Ali havia um comércio com gêneros de primeira necessidade. Ocorre que, muitas vezes faltava tudo, porque os caminhões que traziam as mercadorias atolavam, por causa das chuvas, demorando até 12 dias para chegar de Campo Grande. Aquidauana era um centro comercial respeitável e também de lá vinha muita coisa. A C. E. R-3 tinha os seus representantes e que mandavam aquilo que necessitavam. Mas, os civis que viviam no entorno da vila precisavam também comprar para a subsistência de seus familiares. O caminhão do Osmar trazia gêneros, que vendia para os bolichos (armazéns). O seu Medeiros, que residia no Patrimônio Guia Lopes tinha um caminhão com o qual trazia um pouco de tudo para vender e era proprietário de uma farmácia que servia às duas vilas. No tempo mais próximo aos primeiros vagidos da nossa cidade, viajava-se nos caminhões que traziam as mercadorias e davam carona pra quem quisesse. Lembro-me que eu mesma fui diversas vezes e ficávamos até seis ou sete dias na estrada. Depois, tinha-se que ir de combi (que fazia a linha) até Maracaju e de lá se pegava o trem a fim de chegar à Metrópole Campo Grande. Decorridos mais alguns anos, começou a funcionar a jardineira do Nascimento, que operava no trecho entre Aquidauana e Bela-Vista. Para quem fosse servidor da C. E. R-3 havia o C.A.N. (correio aéreo nacional) que levava as pessoas para várias cidades do Brasil, como Campo Grande, Rio de Janeiro e São Paulo. Esse meio de transporte vinha de 15 em 15 dias e havia lista de espera, principalmente nas férias escolares. Como era bom aquele tempo! As pessoas tão simplórias e todos mais felizes...
Fonte: Prof. Rita Carmem Braga Lima

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Um olhar para mo passado

Este blog tem como fim postar o passado anexado ao presente. Estaremos reafirmando fatos dos idos da nossa maturidade os quais quer-se imortalizar, com interesse que ele seja visto por todos os citados e pelos conhecedores, participantes dessa história.
Esta autora considera-se parte da história de uma cidade sul-mato-grossense, parte da História deste país, esquecida principalmente dos reais historiadores. Fala-se dos escritores de livros didáticos-pedagógicos utilizados pelos educadores deste pa´s e pelos estudantes. Cita-se Alfredo Descragnolle Taunay, sua Retirada da Laguna e se esquece a cidade de Jardim, encravada na Serra da Bodoquena, da qual é a principal cidade.